Onde aperta para parar?

 A vida nos traz surpresas. Algumas agradáveis, outras péssimas (ia escrever “outras nem tanto”, mas seria um eufemismo digno de guru de Instagram. Passo).

Nessas horas a gente entra em desespero e começa a pensar…“o que eu fiz pra merecer isso”

“onde foi que eu errei”

ou até mesmo vivenciamos a clássica situação de tentar achar um culpado pelo imbróglio…

Um dia, uma amiga me levou a uma sessão espírita. E a outra me disse que a gente escolhe vir pro planeta terra para evoluir. Para aprender. Então, tudo que a gente passa serve para a gente aprender alguma coisa. Rola tipo um contrato no além, em que a gente combina de encontrar os desafetos por aqui, lavar a roupa suja e fazer um acerto de contas. Tipo aqueles pais que colocam os filhos que brigaram de castigo. E o castigo é ficar abraçado um ao outro por 15 minutos. Só que, no nosso caso, pela vida toda. 

Aí as coisas vão acontecendo na vida e eu fico pensando “não é possível que eu concordei com isso”, “gente, mas é muita gana de evoluir pra passar por tanta coisa”. 

Tem horas que a gente só quer aquele botão de emergência, que você aperta e “cancela” o desafio. Tipo “esse tá demais, calculei errado aí, vamos deixar para uma próxima (encarnação?)”.

Mas eu já procurei o botão e, pasmem, não existe. Não tem. Não tem outra escolha. Não tem outro caminho. 

Vejo três opções:

- pensar que você pesou a mão no contrato celestial, agora não tem volta. Enfrenta as lambadas, chora, descabela mas no final, você sairá dessa experiência melhor que entrou (já que pior que tá, não fica -Tiririca)

- pensar que é um castigo divino e que você vai sofrer as consequências do que você não sabe bem o que é…

-  pensar que o universo se encarrega de todas as coisas e que vai dar tudo certo no final, fazendo o jogo do contente com as lentes Pollyanna.

Cada um escolhe a sua. 

As lentes Pollyanna, ainda não sei aonde vende. Tentando encontrar na Shopee. Não me enquadro no castigo, porque sei que sempre fui um docinho (na maioria das vezes 😬). Então, fico com a primeiro opção.

Mas deixo esse registro aqui, e no meu bloco de notas celestial. Vamos maneirar da próxima vez, ok, espiritualidade? Mas, sem ressentimentos. Não estou reclamando, não viu?  Gratidão, gratidão, gratidão.

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